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Tireoide da mulher: antes de tratar é preciso conhecer as especificidades de cada uma


A tireoide é uma importante glândula, presente na região do pescoço de todos os seres humanos. Possui o formato que lembra uma borboleta e tem o papel fundamental de liberar os hormônios T3 e T4, que regulam o funcionamento equilibrado de todo o corpo.

Algumas situações podem desregular a liberação destes hormônios, levando a um aumento (hipertireoidismo) ou redução (hipotireoidismo), com reflexos na saúde de forma geral. Com alta produção de hormônios, a pessoa pode apresentar sinais de aceleração, como aumento da temperatura, de ritmo cardíaco, se sentir agitada e perder peso sem causa aparente. Com baixa produção, o corpo parece funcionar mais lentamente e tem redução de batimentos cardíacos, sensação de frio, moleza, cansaço, aumento de peso sem causa aparente e até mesmo sinais de depressão.

Muitas podem ser as causas para que ocorra essas alterações, que são mais comuns nas mulheres. Em casos de hipotireoidismo antes de o profissional especialista propor um tratamento com reposição hormonal, é importante analisar todo o contexto e investigar a presença de doenças autoimunes tireoidianas (que fazem as defesas do corpo atacarem a própria glândula tireoide).

O motivo é bem simples: estas doenças interferem na reserva dos hormônios da tireoide e esse dado é importante para que o médico faça a dosagem correta de reposição a ser recomendada.

Aqui estão algumas informações sobre a presença de doenças autoimunes da tireoide:

– Estudos indicam que a prevalência de doença autoimune afeta mais mulheres do que homens em todas as idades, sobretudo com o aumento da idade.

– Entre as probabilidades, as mulheres têm duas vezes mais chances de apresentar o problema, sendo que as mulheres brancas têm 50% a mais de probabilidade do que as negras.

– Cerca de 80% dos casos de disfunção na tireoide apresentaram anticorpos antitireoidianos.

– Pode ser que uma pessoa tenha a autoimunidade tireoidiana, mas não apresente disfunção da tireoide.

Algumas fases da vida da mulher podem contribuir para que haja alteração na sua glândula tireoide, mas ainda assim, como sugerem as informações acima, é essencial investigar a presença e o comportamento das doenças autoimunes para chegar à causa correta da disfunção e tratar todas.

Conheça algumas destas fases, associadas às mudanças fisiológicas, que alteram a tireoide da mulher:

Gravidez: é normal quadros de hipotireoidismo no início da gestação.

Pós-parto: neste período, é normal um aumento de doenças autoimunes, que indica que o sistema imunológico vem se recuperando de uma baixa do período gestacional.

Fertilidade: no meio médico, tem-se questionado e associado a interrupção precoce da gravidez com disfunções tireoidianas. Pode ser que ela não provoque o quadro abortivo, mas indique a presença de alguma inflamação que prejudique a evolução da gestação.

Transição para a menopausa: nesta fase, a mulher tem naturalmente seus níveis de hormônios reduzidos.

Envelhecimento: esta condição pode causar alteração em diversos componentes que determinam o funcionamento saudável do corpo e podem interferir na regulação tireoide.

Todas estas informações reforçam a importância de analisar cada paciente de forma individualizada, de acordo com seu contexto de vida e a combinação de fatores em seu corpo que podem interferir no funcionamento da glândula tireoide.

Em qualquer sinal de alteração, procure a opinião de um especialista e converse para conhecer suas opções de tratamento.

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