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Meningioma

Meningioma é o nome dado às lesões expansivas intracranianas ou espinhais originada das células da aracnóide, uma das três camadas que circundam o sistema nervoso central , sendo elas a dura-máter, aracnóide ou pia máter.

Em cerca de 90% dos casos são lesões benignas, 8% atípicas e em 2% malignas.

Os meningiomas ocorrem mais frequentemente em mulheres 2.5/ 1 Homens, em uma faixa etária de em torno dos 50 anos. Os sintomas variam conforme a sua localização, podendo variar de uma simples cefaléia (dor de cabeça ) até sintomas neurológicos mais graves como a paralisia de um lado do corpo, visão dupla ou crises convulsivas.

A origem do meningiomas pode variar desde alterações genéticas até distúrbios hormonais. Devido a maior incidência em mulheres relação com progesterona e principalmente estrogênio tem sido publicado. A utilização a longo prazo de anticoncepcional tendo sido aventado como um fator causal, mas os estudo são dúbios. A reposição hormonal na menopausa tem sido associado com o aparecimento destes tumores, no entanto, mais uma vez esta afirmativa tem sido questionada na literatura, o que se sabe é que a literatura vigente recomenda a não utilização de forma indiscriminada de reposição hormonal em pacientes com história de meningioma, mesmo naqueles que a remoção cirúrgica tenha sido total.

O tratamento dos meningiomas, varia conforme a idade do paciente, o tamanho e localização do tumor e a sintomatologia.
Três opções terapêuticas existem na literatura.:

  1. Observar, isto é somente fazer exames sequenciais. Muitos dos meningiomas são encontrados em decorrência da pesquisa de outra enfermidade e muita vezes podem ser somente seguidos devido a seu crescimento lento. Esta opção é reservada a pacientes de mais idade, com algumas doenças associadas e com alto risco cirúrgico.
  2. Remoção cirúrgica da lesão. Esta é a única terapia curativa, sendo esta o objetivo quando o paciente é submetido a cirurgia. Devido a complexidade e localização de alguns meningiomas, algumas vezes não é possível a remoção cirúrgica total, devido ao risco de causar sequelas neurológicas. A seleção de um cirurgião experiente nestes tumores é fundamental para que o tratamento cirúrgico ocorra com maior sucesso e menores risco.
  3. Tratamento com Radioterapia ( Radiocirurgia). Esta terapia é reservada para aqueles casos que foram operados e não foi possível remover completamente a lesão e no seguimento o tumor volta a crescer, ou naquelas situações em que o tumor é maligno ou atípico ( cresce mais rápido. Não recomendamos de forma alguma o tratamento radiocirurgia em pacientes sem o diagnóstico histológico, isto é uma biópsia não tenha sido feita, visto que outras lesões podem simular um meningioma e o tratamento radioterápico pode ser maléfico. Lembrando sempre que raramente pode ocorrer a malignização da lesão após o tratamento radioterápico ( radiocirurgia ).

O prognóstico ( evolução) está diretamente relacionado com o diagnóstico precoce e escolha correta da terapia.

Prof. Dr. Luis Borba

Prof. Dr. Luis Borba

CRM – PR-10918
Neurocirurgião

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